sabato 25 aprile 2009

Por que um blog?

Vi uma vez um documentário sobre os maiores seres vivos do planeta. Era interessante, no estilo top ten. Quando o narrador anunciou o 2º maior, fiquei surpreso: a baleia-azul. Qual seria o maior, então?

Curiosamente, elegeram como maior ser vivo do mundo uma colônia de formigas da Amazônia, que cobria centenas de metros quadrados. Vivendo em sociedade, com indivíduos especializados, nenhuma formiga ali sobrevive sozinha. São todas parte de um organismo, argumentava o documentário.

Me ocorreu que com a humanidade, tal como a conhecemos, não é diferente. Indivíduos poderiam até sobreviver isolados na selva (eu certamente não!), mas, no processo de garantir a própria sobrevivência, perderiam quase tudo do que temos como peculiar à humanidade. O que nos define como humanos depende da nossa vida em sociedade.

Nesse sentido, ainda somos pouco mais do que um recém-nascido. Me parece fácil constatar a velha afirmação de que, por mais inteligentes que sejamos, somos burros coletivamente (constata-se isso com facilidade no trânsito).

Paralelamente, me parece que a inteligência individual não depende da qualidade das sinapses no cérebro, mas da quantidade delas. Uma sinapse isolada não significa, não deduz, não entende nada. Mas o intenso intercâmbio delas é capaz de gerar raciocínios e idéias complexas, que movimentam pessoas, que movimentam grupos, que movimentam a nossa vida em sociedade.

Um blog, então, porque é uma forma fácil de criar uma sinapse. Não pretendo nada além de publicar, pra quem possa se interessar, breves considerações sobre o que quer que seja. Que essas considerações gerem qualquer tipo de reação em quem as leia - que sejam sinapses, na escala social - satisfaz plenamente às minhas pretensões. Minha pessoa, minhas vontades e particularidades não importam, a menos que pra embasar alguma dessas considerações.

Enquanto isso aqui cumprir esse papel, sigo postando.

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